
Aceleração de Resultados, Eficiência Operacional, Gestão Estratégica
Design Organizacional na Prática: Modelos de Time por Estágio de Maturidade
Lucas Freitas
| 7 de agosto de 2025
Design organizacional não é copiar estruturas. É desenhá-las com propósito.
É sobre entender o momento da organização, seus objetivos estratégicos, seu nível de maturidade — e a partir disso, definir a melhor forma de estruturar times.
Você já viu uma estrutura organizacional “bonita no papel”, mas que trava o dia a dia da empresa?
O problema é que, muitas vezes, tentamos importar estruturas de outras empresas sem considerar nosso momento, nossos desafios e o que realmente queremos entregar para o cliente.
Na Nower, acreditamos que o design organizacional precisa ser coerente com a maturidade da organização e o valor que ela quer gerar.
Neste artigo, você vai conhecer 8 modelos de time que se conectam com os quatro estágios do modelo de Maturidade Organizacional.
Os modelos foram originalmente apresentados por Carlos Felippe Cardoso (CFC) e enriquecem o diagnóstico de como sua organização está estruturada hoje.
Se quiser se aprofundar no modelo de maturidade, leia também o artigo: Os 4 Estágios da Maturidade Organizacional.
Estágio 1 – Orientado à Especialização
Foco: Eficiência técnica, controle funcional e excelência operacional.
Esse estágio é caracterizado por times formados por especialidades — como desenvolvimento, QA, dados, etc. A entrega de valor depende de uma orquestração entre múltiplas áreas. É comum em ambientes com foco em escala, compliance e risco técnico reduzido.
🔍 Quando faz sentido: Organizações com desafios de estabilidade, controle e produtividade por função.
Modelos de times típicos neste estágio:
- Time Funcional (Team of Experts)
- Time com Alocação Dinâmica (Body Shop)
- Time Projetizado com Checkpoints Ágeis (The Waterfall with Sprints)
🧭 Desafios comuns: alta dependência externa, baixa visibilidade de valor, handoffs e gargalos.
Estágio 2 – Orientado a Produto e Serviço
Foco: Domínios de negócio e entrega contínua por capacidades funcionais.
Os times começam a se organizar por partes do negócio que possuem significado operacional — como crédito, pagamento, faturamento, ou gestão de risco. Eles são mais autônomos do que os times do estágio anterior, mas ainda entregam valor “parcial”.
🔍 Quando faz sentido: Produtos com alta complexidade funcional, necessidade de escalabilidade e governança de domínio.
Modelos de times comuns nesse estágio:
- Time por Capabilidade de Negócio (Short-Term Promises)
- Time de Produto com Orçamento e Métricas de Resultado (Show Me the Money!)
- Time por Segmento de Cliente (Mission Specific Teams) – quando organizados por domínio funcional com foco em resultado
🧭 Desafios comuns: visão fragmentada do cliente, gaps entre domínios, decisões ainda técnicas demais.
Estágio 3 – Orientado à Experiência
Foco: Jornada do cliente e percepção de valor.
A estrutura organizacional começa a responder diretamente às etapas da jornada do usuário. Os times são formados para atuar em pontos de fricção ou conversão da experiência, como onboarding, ativação, suporte e reengajamento.
🔍 Quando faz sentido: Negócios digitais, alto volume de interação com o cliente e necessidade de diferenciação por experiência.
Modelos de times que ganham força aqui:
- Time por Etapa da Jornada (Customer-Journey)
- Time por Segmento com Visão de P&L e Experiência Integrada (Mission Specific Teams)
🧭 Desafios comuns :alinhar métricas com impacto real, orquestrar múltiplas jornadas, evitar redundâncias.
Estágio 4 – Orientado às Necessidades do Cliente
Foco: Entregar propósito — aquilo que o cliente realmente deseja alcançar.
Aqui, os times são formados com base no “job to be done” do cliente. São autônomos, multidisciplinares e responsáveis por resultados reais. O objetivo não é entregar funcionalidade ou jornada, mas resolver a vida do cliente.
🔍 Quando faz sentido: Organizações com forte orientação por propósito, inovação e resultados percebidos.
Modelos de times típicos neste estágio:
- Time Orientado ao Propósito do Cliente (Customer Purposes)
- Time Full-Stack com Responsabilidade de Outcome (Customer Purposes aplicado com alto grau de autonomia)
🧭 Desafios comuns: manter foco em aprendizado, sustentar autonomia com clareza estratégica, balancear liberdade e alinhamento.
Conclusão: A estrutura revela seu foco
Cada estágio revela o que sua organização está priorizando: eficiência? estabilidade? experiência? propósito?
Nenhum modelo é melhor ou pior — o que define sua utilidade é o contexto.
A chave está em diagnosticar onde sua empresa está, reconhecer seus desafios reais e estruturar os times de forma coerente com isso.
E agora, qual é o próximo passo?
Reflita com o seu time:
-
Sua estrutura atual está alinhada com o valor que querem entregar?
-
Os times têm clareza sobre seu propósito e autonomia?
-
Onde estão os gargalos ou oportunidades de evolução?
Se quiser conversar sobre como estruturar times mais coerentes com sua estratégia, fale com a Nower. A gente pode te ajudar a dar esse próximo passo.
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Lucas Freitas
Consultor estratégico na Nower & K21, especialista em Métodos Ágeis, Governança e Design Organizacional, Gestão de Times e Projetos há mais de 10 anos. Responsável por transformações ágeis em grandes organizações de variados segmentos como: Itaú, Volkswagen Financial Services, PagSeguro, Toro Investimentos, Natura, Gerdau e Livelo.
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